REUTERS/JIM YOUNG
(ATENÇÃO: FOTOS CHOCANTES)
A Reuters publicou fotos da visita do Bush ao Brooke Army Medical Center, no Texas. Ele foi lá dar uma força pros caras que, por muito pouco, não deram a vida ao país na guerra do Iraque, mas uma perna ou duas, a visão, feições faciais ou mais.
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President Bush hugs Sgt. Chris Edwards during a visit to the Center for the Intrepid at Brooke Army Medical Center in San Antonio, Texas, November 8, 2007.
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President Bush meets with Lance Cpl. Isaac Gallegos during a visit to the Center for the Intrepid at Brooke Army Medical Center in San Antonio, Texas, November 8, 2007
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President Bush is presented a T-shirt from Lcpl. Isaac Gallegos during a visit to the Center for the Intrepid at Brooke Army Medical Center in San Antonio, Texas, November 8, 2007.
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Wounded soldiers Lance Cpl. Isaac Gallegos (L) and Capt. Revi Venkataramani sit in a physical therapy room at the Center for the Intrepid at Brooke Army Medical Center in San Antonio, Texas, November 8, 2007.
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President Bush uses his jacket to cover up the body sensors of Army PFC Nicholas Clark during a visit to the Center for the Intrepid at Brooke Army Medical Center in San Antonio, Texas, November 8, 2007.
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President Bush speaks with Army PFC Nicholas Clark (R), who is covered in sensors to monitor his movements, as Dr. Jason Wilken looks on during a visit to the Center for the Intrepid at Brooke Army Medical Center in San Antonio, Texas, November 8, 2007.
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President Bush meets with an unidentified veteran (L) and Lance Cpl. Matt Bradford (2nd R) and his mother Debbie (R) during a visit to the Center for the Intrepid at Brooke Army Medical Center in San Antonio, Texas, November 8, 2007.
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President Bush speaks with Army Sgt. Nicholas McCoy (in wheelchair) during a visit to the Center for the Intrepid at Brooke Army Medical Center in San Antonio, Texas, November 8, 2007.
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Double leg amputee U.S. Army Sgt. Brandon Adam does push-ups beside his wheelchair at the Center for the Intrepid at Brooke Army Medical Center in San Antonio, Texas, November 8, 2007.
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President Bush (4th L) watches double amputee Lance Cpl. Matt Bradford (R), who is also blind, climb a wall during a visit to the Center for the Intrepid at Brooke Army Medical Center in San Antonio, Texas, November 8, 2007.
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President Bush speaks with Sgt. Kevin Downs during a visit to the Center for the Intrepid at Brooke Army Medical Center in San Antonio, Texas, November 8, 2007.
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President Bush speaks with Sgt. Kevin Downs during a visit to the Center for the Intrepid at Brooke Army Medical Center in San Antonio, Texas, November 8, 2007.
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President Bush looks at the artificial leg of Army PFC Nicholas Clark during a visit to the Center for the Intrepid at Brooke Army Medical Center in San Antonio, Texas, November 8, 2007.
HENRY WIVES
Henry VIII’s Wives recriou diversas fotos históricas utilizando como modelos os moradores de um lar para idosos em Glasgow, na Escócia. A mostra, intitulada Iconic Moments of the Twentieth Century, contou com o trabalho voluntário dos modelos, que posaram com suas roupas habituais e na vizinhança do lugar onde moram. As imagens são muito populares, e facilmente reconhecíveis.
Entre as fotos estão imagens clássicas como o encontro dos líderes da Inglaterra, Churchill, dos Estados Unidos, Roosevelt e da União Soviética, Stálin, na conferência de Yalta, durante a II Guerra Mundial; a execução de um prisioneiro vietcong pelo General Nguyen Ngoc Loan na Guerra do Vietnã – foto que deu ao seu autor, Eddie Adams, o Prêmio Pulitzer; e o assassinato de Lee Harvey Oswald, considerado o matador do ex-presidente norte-americano John F. Kennedy.
Também podem ser vistas, encenadas pelos idosos, a famosa imagem da menina sem roupas e outras pessoas fugindo por uma estrada após um ataque de Napalm no Vietnã, e a formação do pódio na Olimpíada de 1936 na Alemanha nazista, em que Jesse Owens, um negro, ficou em primeiro lugar no salto em distância.
O site do coletivo pode ser acessado no endereço http://h8w.net/work/im.html.

ALEMANHA – Jesse Owens recebe a medalha de ouro por salto em distância, sua quarta premiação, nas Olimpíadas de Berlim, em 1936
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EUA- Jack Ruby mata Lee Harvey Oswald, acusado de assassinar o presidente John Kennedy. A morte de Oswald, em novembro de 1963, foi transmitida ao vivo pela TV. A foto, de Robert H. Jackson, ganhou o Prêmio Pulitzer
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UCRÂNIA – Em 1945, os chamados “Big Three”, Winston Churchill (esq.), Franklin Roosevelt (centro) e Joseph Stalin (dir.) se reuniram em Yalta, para uma conferência que durou uma semana
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VIETNÃ – Foto de Eddie Adams, em 1968, mostra o General Nguyen Ngoc Loan executando o prisioneiro Nguyen Van Lem na Guerra do Vietnã. A imagem deu o Prêmio Pulitzer ao seu autor
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VIETNÃ- Uma das imagens mais conhecidas do mundo, a foto de 8 de junho de 1972 mostra Kim Phúc (a menina sem roupas) e outras pessoas fugindo por uma estrada perto de Trang Bang depois de um ataque de napalm
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ROMA – O Papa João Paulo II conversa com Mehmet Ali Agca na cela em que ele estava preso, em Roma, em 27 de dezembro de 1983. Agca, que tentou assassinar o papa com um tiro, foi perdoado por João Paulo II
FARM GIRLS
Doze fazendeiras posaram na Alemanha para um calendário que quer polir a imagem do trabalho no campo e atrair mais jovens para áreas rurais. egundo a associação de jovens fazendeiros da Baviera, no Sul da Alemanha, o calendário serve para “reforçar a identificação dos fazendeiros com o seu trabalho” e melhorar a imagem da categoria.
A obra inclui doze fotos de fazendeiras retratadas em poses sexy no seu trabalho diário – em um estábulo, subindo em um trator, tirando leite de uma vaca ou cuidando de ovelhas. O objetivo é mostrar que o trabalho na fazenda pode ser atrativo. Cada vez mais jovens estão trocando o campo pela cidade na Alemanha, o que preocupa a associação alemã de fazendeiros.
“Muitos donos de fazendas têm entre 55 e 65 anos de idade, e não há jovens suficientes para substituí-los”, disse o presidente da associação, Gerd Sonnleitner, em entrevista a um jornal alemão. Além disso, vários fazendeiros já não encontram parceiras para constituir famílias nas áreas rurais em que vivem. Isso até motivou o canal de TV alemão RTL a criar um programa chamado “Bauer sucht Frau” (Fazendeiro procura mulher, na tradução livre), que procura parceiras para homens do campo.
FRANÇA
Seis casais franceses moradores da área rural de Parthenay, no sul do país, decidiram tirar a roupa para ajudar os mais necessitados.
As fotos serão utilizadas em um calendário cujas vendas vão arrecadar verbas para um evento francês que ajuda instituições de caridade.
BRASIL
Karine Dal Toé…








…tem 28 anos, mora em Goiânia e é fazendeira.
Casada, dois filhos, faz faculdade e ainda cuida das três fazendas de gado de corte, reprodução e plantação de eucalipto. Posou para a VIP depois de ter escrito uma carta para a publicação manifestando interesse.

David LaChappelle (Fairfield, Connecticut, 11 de março de 1969) é um fotógrafo norte-americano, conhecido por suas imagens inusitadas, coloridas e irreverentes.

Estudou Belas Artes na North Carolina School of the Arts até se dirigir rumo a Nova Iorque estudar simultaneamente na Arts Student League e na School of Visual Arts.
Já na Big Apple, LaChapelle conseguiu o seu primeiro trabalho profissional enquanto fotógrafo ao serviço da revista Interview, pela mão precisamente do seu fundador, Andy Warhol.

Durante o final da década de 80 e na década de 90 LaChapelle começou a ser grandemente reconhecido na cena nova-iorquina.

Esse reconhecimento deve-se à inusualidade das imagens que cria, testemunho de um mundo surreal, através de fotos ultra saturadas que misturam o glamour com uma fantasia cómica, de beleza e bizarria.

O seu trabalho fotográfico já foi capa de todas as principais publicações de moda e não só, como a Italian Vogue, Vanity Fair, Rolling Stone, i-D, Vibe, Interview, e a The Face, entre muitas outras. Encontra-se também sob contracto com a americana Vanity Fair.

Dentro da publicidade, o currículo de LaChapelle estende-se a marcas como L’Oreal, Iceberg, MTV, Ecko, Diesel Jeans, Sirius, Ford, Sky Vodka, etc.

Além dos habituais retratos que faz dos mais importantes (leia-se, famosos) artistas contemporâneos, LaChapelle concebeu capas para os albums de músicos como Macy Gray, Moby, No Doubt, Whitney Houston, Lil’ Kim, Elton John, e Madonna.
Descrito pelo New York Times como o “fellini da fotografia”, David LaChapelle tem já alguma obra publicada sobre o assunto.

Desde 1996, ano em que chegou aos escaparates o seu livro de estreia, “LaChapelle Land”, pela mão da editora Calllaway, o fotógrafo já editou “Hotel LaChapelle” pela mesma editora, “If you want reality, take the bus” em 2002 pela Artmosphere, e prepara-se para editar em fevereiro deste ano uma gigante retrospectiva de 700 páginas pela editora Taschen, intitulado “Artists And Prostitutes”.
Também já diversos museus e galerias de arte se mostraram interessados no trabalho do fotógrafo do norte da américa, galerias como a nova-iorquina “Staley-Wise and Toni Shafrazi Galleries”, a “Fahey-Klein Gallery” na costa oeste, mais precisamente na Califórnia bem como em algumas galerias europeias como a austríaca “Art Trend”, a alemã “Camerawork, e a galeria italiana “Sozzani and Palazzo delle Esposizioni”.
Mais recentemente, o seu trabalho foi mostrado no Londrino “Barbican Museum”, no qual conseguiu um recorde de visitantes que o museu mantém imbatível até à data.

Por entre todas as personalidades que conseguiram ter o previlégio de ser matéria-prima para a obra de LaChapelle, destacam-se nomes como o do já falecido Tupac Shakur, Madonna, Amanda Lepore, Eminem, Philip Johnson, Lance Armstrong, Pamela Anderson, Lil’ Kim, Uma Thurman, Elizabeth Taylor, David Beckham, Paris Hilton, Leonardo DiCaprio, Hillary Clinton, Muhammad Ali, Britney Spears, e até o próprio Andrew Warhol.
Apesar de apenas uma longa-metragem constar na sua filmografia, David LaChapelle está bastante familiarizado atrás das câmaras de filmar.

Na sua carreira de video-clips para músicos e/ou bandas estão incluídos trabalhos para Jennifer Lopez, Britney Spears, Avril Lavigne, No Doubt, Whitney Houston, Macy Gray, Blink 182, Elton John, Christina Aguilera, The Vines e o muito celebrado video “Natural Blues” de Moby, vencedor de um prémio MTV para melhor video do ano.

A sua longa-metragem, o documentário RIZE, lançado em 2004, tem vindo a receber as melhores críticas possíveis por parte de toda a crítica especializada.

Recentemente, LaChapelle aventurou-se também pela direcção de espéctaculos, mais precisamente concebendo todo o concerto “The Red Piano” de Elton John.
Entre os muitos prémios que lhe têm vindo a ser granjeados, sobressaem o prémio de fotógrafo do ano em 1996 nos VH1 Fashion Awards, o prémio de melhor documentário no Aspen Film Festival, o de Realizador do Ano e melhor video Rock nos MVPA Awards, e foi classificado como a segunda mais importante pessoa no mundo da fotografia, pela American Photo Magazine.
BERT STERN
O ÚLTIMO ENSAIO DE NORMA

Imagens foram feitas há 45 anos, um mês antes de Marilyn Monroe, uma das mulheres mais desejadas do mundo, morrer de overdose

Bert Stern, um fotógrafo de Nova York que havia estado no Japão durante a guerra, trabalhado para a revista Look e agências de publicidade, sonhava com a possibilidade de desnudar Marilyn Monroe, o ícone da sensualidade de todos os tempos. Ao voltar de Roma, onde registrou Elizabeth Taylor no papel de Cleópatra, Stern tinha três perguntas prontas para seu agente. Marilyn Monroe aceita posar para ele? A Vogue quer as fotos? A revista já publicou um ensaio com a atriz? As respostas encadearam o momento: sim, sim e não.
Bert Stern não pensou duas vezes. Com o “sim” de Marilyn Monroe ao convite para um ensaio de fotos e carta-branca da “Vogue” americana para clicar o que quisesse, o fotógrafo de moda desejou colocar a musa na capa da revista. Não precisou de muito. Levou somente lenços e jóias para a suíte do hotel Bel-Air, em Los Angeles, no dia 23 de junho de 1962. Foi ela quem perguntou: “Você quer fazer nus?”. Como se em nenhum momento tivesse pensado nisso, ele pareceu ceder: “Essa é uma boa idéia”.

Foram as últimas fotos da diva, que morreu no dia 5 de agosto de 1962, há exatos 45 anos, por overdose de barbitúricos. Uma das mulheres mais desejadas do mundo, Marilyn não passava por um bom momento, contou à Revista por telefone, de Nova York, o fotógrafo Bert Stern, perto dos 80 (também vaidoso, ele não revela a idade).

“Ela havia acabado de ser despedida de um filme, estava divorciada do último marido [o dramaturgo Arthur Miller], tinha alguns homens diferentes. E estava envelhecendo.”

Bingo. Aquele seria o momento ideal para dar uma levantada na carreira -e na auto-estima- da loira platinada. “Achei que colocá-la na capa da Vogue seria uma boa idéia, original. Como uma revista de moda, eles nunca haviam dado uma capa com uma personalidade. Ela foi a primeira.”

Aos 36 anos, depois do sucesso em “Os Desajustados” e começando a receber olhares mais interessados da crítica, Norma Jeane carregava uma beleza madura, algumas ruguinhas e uma acentuada cicatriz na barriga, resultado da cirurgia na vesícula pouco mais de um mês antes do ensaio. “Era uma grande cicatriz, mas não me incomodou. Uma mulher também pode ser bonita por sua cicatriz”, diz o fotógrafo.
Champanhe

Além de sedutora e fatal, nesse ensaio Marilyn também confirmou a fama de atrasada que conquistou nos sets de filmagem. Deixou Stern esperando por cinco horas. Para honrar também a reputação de insegura, pediu três garrafas de champanhe Dom Pérignon -só para ela. Com a loira relaxada, enfim, o ensaio durou quase 12 horas.

“Era fácil trabalhar com ela”, lembra Stern. “Quis saber sobre os filmes que eu fiz, era muito curiosa. Muito divertida. Engraçada, sexy, bonita.”
Mas a beleza nua de Marilyn não interessou à “Vogue”. “Quando eles viram como ela estava linda, quiseram fazer um ensaio de moda, com um vestido preto.”

De 2.571 cliques feitos por Stern em três dias, foram as imagens com o vestido que a revista escolheu e que publicou um dia após a morte da atriz.
As outras fotografias, as que revelam uma Marilyn ao mesmo tempo deusa e mortal, com caras, bocas, pinta e uma vesícula extraída -e visivelmente mais magra depois da cirurgia-, foram publicadas em livros estrangeiros a partir de 1982 e integraram uma exposição sobre a diva em Nova York, em 2004. No ano passado, o material ganhou mostra exclusiva em Paris.

SABRINA FONSECA
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Fotógrafa, webmaster, webdesigner, programadora, faxineira do site “o Movimento das Fotógrafas Super Sexies”
“Sabrina é o membro mais antigo do grupo. Nascida em berço de ouro sob luz de holofotes na Holanda e natural de Porto Alegre, é casada com Tim Roth.
Já que a fotografia não leva a nada, garante o leitinho das crianças atacando em várias frentes: é psíquica de Walter Mercado, cafetina de meninas tatuadas e também faz programa – em flash.
Acredita firmemente em espíritos e mesas redondas.

Em 2006, mudou-se para Nova Amsterdam, onde está aprontando as maiores confusões, todas contadas no blog Ainda Bem Que Eu Fui Embora.”

NAN GOLDIN
Por Vladimir Safatle
Nan Goldin é hoje uma espécie de grande dama da fotografia mundial. Depois de começar sua carreira expondo em pequenas casas noturnas underground em Nova York no início dos anos 1980, ela está perto de atingir a unanimidade. Uma reviravolta que começou quando sua estética de cores saturadas e de representações da intimidade cotidiana ditou a renovação fotográfica das revistas de moda nos anos 1990.
Agora, são as portas dos grandes museus do mundo que se abrem cada vez mais a sua obra. Exemplo disso é a exposição Fogo Fátuo, recém-inaugurada no Centro Cultural Georges Pompidou, em Paris, e que fica até o dia 10 de dezembro. Depois de Paris, a exposição passará por Turim, Varsóvia, Porto e Londres.
Tudo está lá. São mais de 320 obras, que vão dos primeiros trabalhos, quando ela era ainda uma estudante da Escola do Museu de Belas Artes de Boston, no início dos anos 1970, até sua última séria de fotos, Elementos, onde as drag queens, os casais transando e a vida cotidiana dos amigos dão lugar à representação de uma natureza plácida. No meio deste trajeto, o destaque fica para a histórica Balada da Dependência Sexual, seqüência de fotografias projetadas em slides que colocou Goldin no primeiro time da fotografia norte-americana.
A verdade da intimidade
Aclamada como aquela que forneceu o retrato social das minorias sexuais dos anos 1980 e 1990, Nan Goldin começou com uma idéia simples e forte. ‘‘Eu comecei a tirar fotos devido ao suicídio da minha irmã. Eu a perdi e tornei-me obsessiva com a idéia de nunca mais perder a lembrança de alguém.’’
Eis aí a fotografia em sua função primeira de defesa contra a perda, defesa contra a dissolução imposta pelo tempo. A jovem Nan Goldin sai então com uma câmera a fotografar as pessoas à sua volta. Como se, em cada cena íntima desta ‘‘família ampliada’’ que são seus amigos, Goldin estivesse lá a postos, pronta para registrar tudo com sua câmera e impedir que os instantes escorressem por entre os dedos.
Valérie, Kenny, Cookie, Mark, Max: todos estão presentes nas imagens, mesmo se a maioria dessas pessoas esteja morta, vítimas da Aids ou das drogas. Mas o aspecto interessante no trabalho de Goldin não é exatamente este réquiem da perda e da presença, tão velho quanto a própria história da fotografia. Se ela foi capaz de influenciar milhares de jovens fotógrafos à procura de uma estética dinâmica e de alto impacto foi porque seu trabalho operava aquilo que o crítico norte-americano Hal Foster um dia chamou de ‘‘retorno ao real’’.
Tal como os fotógrafos Larry Clark e Diane Arbus, ela contribuiu para redefinir o conceito de fotografia documental. Todas as suas fotos querem apreender a presença real. Esta presença bruta das coisas que estão lá antes de serem pensadas. Não há poses, interferências plásticas, cenários. O que se vê é apenas ela ou seus amigos em situações cotidianas, de preferência, fazendo sexo e se divertindo — à procura de um gozo pleno que sempre se insinua nas imagens.
Mesmo a saturação de cores típica de suas fotos nos remete à textura destas máquinas instantâneas que se vendem em qualquer banca de jornal e que não pressupõem nenhum esquematismo mental. Neste sentido, Nan Goldin respondia às aspirações de um tempo que procurava esferas espontâneas da vida que estivessem livres da repetição de imagens gastas e estereotipadas. E não é à toa que Goldin veio diretamente do movimento punk, com sua procura pela expressão direta, crua e, por que não dar nome aos bois, verdadeira. Inserir aqui o vocabulário da verdade não é uma operação extemporânea. Pois é ele que orienta a gramática das imagens de Goldin.

Suas fotos querem produzir a ilusão de que nenhuma distorção do pensamento interfere na espontaneidade do instante. Os títulos não deixam mentir. Eles são descrições objetivas das situações apresentadas: Joanna, Aurele and Lou in the Tub, Christian in Bed with Baby Elvio. Descrições invariavelmente acompanhadas do local e da data em que elas ocorreram. O detalhe característico de Goldin é que ela vai encontrar o real na esfera da intimidade.
As fotos de relações sexuais são paradigmáticas no que se refere a este desejo de real que procura se saciar no interior da intimidade. Ao contrário do que se poderia imaginar, não há nenhuma estilização de fantasias ou de fetiches. As cenas chegam a ser puritanas em seu despojamento e nas posições sexuais. Trata-se apenas do encontro de dois corpos nus. Nenhuma fantasia os separam. Eles parecem querer evocar a presença pura da carne, como se a relação sexual pudesse, enfim, existir de maneira plena. Aqui, estamos na contramão, por exemplo, do universo sexual de Nobuioshi Araki: outro fotógrafo chave para entender os anos 1990.
Misturando cenas do cotidiano de Tokio com fotos de gueixas nuas submetidas a bondages, congeladas em poses de calendário de borracharia ou em situações totalmente codificadas pelo imaginário social, Araki mostrava como as imagens fetichizadas próprias à fantasia tinham o mesmo estatuto que a experiência concreta da vida cotidiana. Entre as gueixas amarradas de Araki e os corpos totalmente nus de Goldin está a diferença entre uma relação sexual que só pode existir através da realização de fantasias e outro que procura ser presença plena de dois sujeitos.
Um fetiche na presença
De qualquer forma, não deixa de ser engraçado que o programa estético de Nan Goldin acabou se transformando no padrão estético da moda: um dos domínios mais fetichizados da cultura. Este destino lembra o que aconteceu com Lars von Trier e sua turma: outro artista que usava e abusava do jargão da autenticidade mas cuja estética acabou encontrando guarida na publicidade.
Nos dois casos, esta ausência de resistência da forma artística à sua absorção pelos domínios hiperfetichizados da cultura é sintomática. Ela indica um limite no próprio conceito da obra. Em vez de operar um retorno ao real, Nan Goldin acabou conseguindo apenas produzir um novo código de glamour, mais adaptado a uma jovem burguesia que formou seu juízo de gosto a partir do universo da cultura pop.

A resposta para o impasse deve ser procurada nesta maneira tão própria a Nan Goldin de transformar a esfera da intimidade em espaço de manifestação da autenticidade. A estratégia só pode funcionar se fecharmos os olhos para a forma como a intimidade já é desde sempre colonizada por imagens fetichizadas. pois nosso mundo desconhece esferas da vida onde a espontaneidade ainda estaria intacta da devastação. O que a gramática da presença de Goldin sempre fez questão de esquecer.
OLIVIERO TOSCANI
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Oliviero Toscani (Milano, 28 febbraio 1942) è un fotografo italiano, figlio del primo fotoreporter del Corriere Della Sera. È nato a Milano, ha studiato fotografia e grafica alla Kunstgewerbeschule di Zurigo dal 1961 al 1965.
Conosciuto internazionalmente come la forza creativa dietro i più famosi giornali e marchi del mondo, creatore di immagini corporate e campagne pubblicitarie attraverso gli anni, per Esprit, Chanel, Fiorucci, Prenatal.
Come fotografo di moda ha collaborato e collabora tuttora per giornali come Elle, Vogue, GQ, Harper’s Bazaar, Esquire, Stern ect., nelle edizioni di tutto il mondo.
Dal 1982 al 2000 (18 anni), ha fatto della Benetton una delle marche più conosciute al mondo, creando per questa ditta l’immagine di marca, la sua identità e strategia di comunicazione, sviluppando anche la sua presenza online; creando anche Playlife, il ramo sportivo della Benetton.
Toscani, célebre por suas campanhas polêmicas para a Benetton, lançou denúncia sobre a anorexia com a publicação de uma foto gigante de duas páginas de uma menina nua e extremamente magra. O anúnico, publicado no jornal La Republicca, inclui uma única palavra, “Não”, e é financiada pela marca de roupa italiana No-l-ita.
A modelo é a jovem francesa Isabelle Caro, que pesa apenas 31 kg. Toscani conta que não foi difícil encontrar uma menina anoréxica.
Mas vender roupa usando como imagem quem não tem como vesti-la não foi uma estratégia fácil de ser colocada no mercado.
O principal jornal da Itália, o Corriere della Sera, se recusou a estampar a fotografia. A campanha também ficou longe das ruas da França, sendo vetada nos outdoors.
“A justificativa era de que a imagem era imoral. Não somos, ainda, civilizados”, afirmou Toscani.
“Toda a publicidade de moda e as revistas e os jornais de moda se afastaram dela, se tornaram abstratas, esvaziaram o ser humano. A gente olha essas campanhas e vemos o vazio, e dizemos a nós mesmo: essas pessoas são como garrafas vazias”, diz Toscani.
“A idéia não é uma campanha para o povo da moda, mas sim para quem olha para moda, para as meninas, as jovens, as estudantes, todos os públicos. O rei está nu.”.
“Existem as mães, a família, a desilusão de quem não se identifica com a imagem projetada pela mídia. Uma garota vê uma foto de moda ou uma imagem da televisão e pensa consigo mesma: ‘eu não poderia nunca ser assim’, e assim tenta desaparecer, se auto-destruir, é um drama”, afirmou Toscani.
FOTÓGRAFA RECRIA
INTIMIDADE DE CELEBRIDADES

Madonna é flagrada passando roupa, a rainha Elizabeth 2ª, de calcinhas arriadas, sentada na privada; Mick Jagger, ao receber uma aplicação de colágeno nos lábios.

Essas e outras imagens bem-humoradas e por vezes constrangedoras fazem parte do livro Confidential, da britânica Alison Jackson.

As celebridades, no entanto, não passam de sósias em situações armadas pela artista. O livro de Alison Jackson reúne 300 imagens que satisfazem a curiosidade voyeurista que muitos têm sobre a vida de diversas celebridades, em situações que poderiam ser reais – mas nunca o são.

“A semelhança vira realidade e a fantasia toca o crível. Tento destacar o relacionamento psicológico entre o que vemos e o que imaginamos”, afirma a fotógrafa.

O livro traz comentários de escritores como Will Self, Charles Glass e William Ewing, que atualmente dirige o Museu de l’Eysée, na Suíça.

CARLOS ZÉFIRO

Carlos Zéfiro é o pseudônimo do funcionário público brasileiro Alcides Aguiar Caminha (Rio de Janeiro, 25 de setembro de 1921 – Rio de Janeiro, 5 de julho de 1992) com o qual ilustrou e publicou, durante as décadas de 50 a 70, histórias em quadrinhos de cunho erótico que ficaram conhecidas por “catecismos”.

Alcides Aguiar Caminha, carioca boêmio, ilustrou e vendeu cerca de 500 trabalhos desenhados em preto e branco com tamanho de 1/4 de folha ofício e de 24 a 32 páginas que eram vendidos dissimuladamente em bancas de jornais, devido ao seu conteúdo porno-erótico, ficando conhecidos como “catecismos” e chegaram a tiragens de 30.000 exemplares.
Casado desde os 25 anos, com Dona Serat Caminha teve 5 filhos e sempre escondeu de toda a família sua atividade paralela de desenhista e aposentou-se como funcionário público do setor de Imigração do Ministério do Trabalho. Sua identidade somente se tornou pública em uma reportagem da Revista Playboy que foi publicada em 1991, um ano antes de sua morte.
Autodidata no desenho e concluinte do curso de segundo grau somente quando tinha 58 anos, manteve o anonimato sobre sua verdadeira identidade por temer ter seu nome envolvido em escândalo o que lhe traria problemas por se tratar de funcionário público submetido a Lei 1.711 de 1952 que poderia punir com a demissão o funcionário público por “incontinência pública escandalosa” e retirar os proventos com os quais mantinha a família.
Os “catecismos” eram desenhados diretamente sobre papel vegetal, eliminando assim a necessidade do fotolito, e impresso em diferentes gráficas em diferentes Estados, gerando, inclusive, diversos imitadores.
Em 1970, durante a ditadura militar, foi realizada em Brasília uma investigação para descobrir o autor daquelas obras pornográficas que chegou a prender por três dias o editor Hélio Brandão, amigo do artista, mas que terminou inconclusa.
Além de seus trabalhos como ilustrador Alcides Caminha foi compositor, inscrito na Ordem dos Músicos do Brasil e parceiro de Guilherme de Brito e Nelson Cavaquinho, com quem compôs quatro sambas para a Mangueira, entre eles os sucessos: Notícia, gravado por Roberto Silva na década de 50, e A Flor e o Espinho.
Em 1992 recebeu o prêmio HQMix, pela importância de sua obra. Após sua morte teve um trabalho publicado como homenagem póstuma em 1997 na capa e no encarte do cd “Barulhinho Bom” da cantora Marisa Monte.


MILO MANARA

Milo Manara, redução do nome original Maurilio Manara (nascido em 13 de Setembro de 1945) é um desenhista italiano mais conhecido pela vertente erótica da sua obra.
Manara nasceu em Luson, South Tyrol. Depois de estudar arquitetura e pintura, o autor estreou no mundo dos quadrinhos em 1969 com a obra Genius um conto noir sensual e sombrio na linha de HQ’s como “Kriminal” e “Satanik”.

Trabalhou para publicações menores (“Jolanda”, revista de arte soft-core, e a satírica revista “Telerompo”) até ter sido convidado pelo “Il Corriere dei Ragazzi” trabalhar com escritor Mino Milani. A primeira história dos dois chamava-se “HP e Giuseppe Bergman”, de 1983.
A sigla “HP” é a abreviação do nome de um grande amigo deles, o artista e caricaturista italiano Hugo Pratt. Bergman havia sido criado por Manara cinco anos antes, para a revista francesa “A Suivre”.
Os quadrinhos de Manara geralmente giram em torno de mulheres elegantes, bonitas expostas a cenários e enredos eróticos improváveis e fantásticos. Em alguns de seus livros mais famosos estão os contos “Il Gioco” (1983, em quatro partes, de “Click”), sobre um dispositivo que deixava as mulheres incontrolavelmente excitadas, e “Il Profumo dell’invisibile ” (de 1986, em Butterscotch), sobre a invenção de uma tinta que deixava seu portador invisível.
Um dos seus trabalhos mais aclamados foi justamente em colaboração com Hugo Pratt. The Ape, para a Heavy Metal, revista mensal ‘’cult’’ do início dos anos oitenta, que reconta a história de Sun Wukong, o deus-macaco da mitologia chinesa – com humor, arte sensual e um série de críticas políticas.
O estilo de Manara favorece linhas mas simples e limpas para mulheres – que são muito voluptuosas, diga-se de passagem – e reservam traços mais complexos para seus monstros ou outros elementos sobrenaturais. Como o seu compatriota Tinto Brass, tem uma evidentemente uma fixação por mulheres com bumbuns firmes e bonitos, quadris largos e semblante angelical.

Muitos de seus quadrinhos contêm temas como bondage, sadismo, e voyeurismo, coisas sobrenaturais, e a tensão sexual sob diversos aspectos da sociedade italiana. Os seus trabalhos são bem esclarecidos e explícitos, mas o humor-negro é sempre dirigido à misoginia.
O talento de Manara criou ao longo do tempo um clima de assombro e êxtase, e onde quer que esteja é celebrado e homenageado por fãs, e, devido a muitas de suas incursões aos quadrinhos mais “tradicionais”, também é extremamente reverenciado pela mídia popular ou especializada.
O seu trabalho atingiu o público no continente americano em grande parte por seus trabalhos expostos na revista Heavy Metal.
Curiosamente, Manara é menos popular na Itália que na França, onde é considerado um dos maiores quadrinistas mais importantes do mundo.

FÁBIO CABRAL

Nascido no Rio de Janeiro, em 1958, Fabio Cabral cresceu em São Paulo e estudou Ciências Biomédicas até a pós-graduação em Saúde Pública pela USP. Decidiu-se pela profissão de fotógrafo, iniciando seu trabalho já ligado a produção de áudio visual em 1982.

Desde então atende editorias e agências de propaganda do Brasil e exterior, fotografando moda, retratos, arquitetura, design, reportagens, produções publicitárias, comerciais e artísticas. Seu trabalho pode ser apreciado em capas, editorias, anúncios, e catálogos publicados em revistas como Playboy, Vogue, Marie Clarie, Elle, Veja, Arquitetura & Construção e demais importantes veículos de comunicação.

Sempre envolto com o desenvolvimento do seu trabalho pessoal e artístico, Fabio realizou dez exposições individuais em galerias de arte e quatro coletivas. O nu artístico e o glamour feminino são temas de maior desenvolvimento em sua obra, que se encontra em acervos privados, museus e galerias.

São de sua autoria os livros: Anjos Proibidos (1991), Some Women (1998), este com retratos de celebridades como Sonia Braga, Xuxa, Gloria Pires, Cristiana Oliveira, Regina Duarte, Bruna Lombardi, Adriane Galisteu, Ana Paula Arósio, entre outras musas do teatro, cinema e televisão do país. E por último o livro SLZ 48 h (2002), com retratos de São Luiz do Maranhão.

Junto ao Grupo Abril, entre 1989 e 1993, participou como diretor de estúdio fotográfico e de projetos editorias segmentados produzidos pela editora Azul.

Desde 1997 vem atuando como diretor de fotografia de filmes publicitários, curtas e longas metragens. Premiado em Cannes e no Festival de Cinema Publicitário em Nova York, em 1998. Atualmente requisitado por agências de propaganda, produtoras de cinema, atrizes e modelos famosos, Fábio desenvolve trabalhos entre seus estúdios de São Paulo e Florianópolis e em paises da Europa, África e América Latina.

HELMUT NEWTON…

Helmut Newton nasceu na Alemanha, em 1920, e começou a fotografar aos 12 anos, com uma câmera comprada com suas próprias economias (uma Zeiss Box Tengor). Em 1936, com a ajuda da mãe, começou a trabalhar como aprendiz/assistente no estúdio de uma fotógrafa de moda chamada Else Simon, conhecida como Yva (em 1938, com a ascensão do nazismo, ela foi obrigada a fechar seu estúdio, e um pouco mais tarde, morreu num campo de concentração).

Newton fugiu do nazismo e foi para Cingapura, onde tentou trabalhar com fotojornalismo e, em seguida, foi para Austrália, onde se alistou no exército. Durante esse período viveu uma das épocas mais felizes de sua vida – foi quando conheceu sua mulher e companheira de 50 anos, a australiana June Brunnel – conhecida no meio artístico como Alice Springs – com quem também divide a profissão e, também, foi quando começou a trabalhar efetivamente com moda, fotografando para a Vogue australiana.

Mas foi nos anos 60 que seu trabalho realmente tornou-se consistente – começou a causar polêmica, quando, por exemplo, fotografou uma modelo posando debruçada sobre o Muro de Berlim, olhando para o lado oriental do país com ares pensativos.
Em 1971, sofreu uma grande reviravolta em sua vida pessoal: sofreu um enfarte enquanto fotografava para a Vogue em Nova York. O incidente causou uma enorme mudança em sua visão sobre seu próprio trabalho – incorporou um caráter mais sexual às suas imagens e foi quando começaram a aparecer as “mulheres-fetiche” (prostitutas, fetichistas, voyers, figuras misóginas).
Em contraposição a essas figuras de submundo, os cenários escolhidos pelo fotógrafo, passaram a ser extremamente suntuosos.

O problema de saúde fez com que Newton tomasse a grande resolução de sua vida: assumir sua fascinação pelo erótico, pelo lado obscuro da sexualidade e fugir da banalidade das imagens feitas até então. Assim, nasceu e amadureceu esse conceito do feminino sob a ótica de Helmut Newton: uma mulher forte, decidida, muitas vezes masculinizada, mas sempre muito sensual.

Para os críticos de seu trabalho, ele não passa de um misógino, acusação que fez com que acumulasse ao longo dos anos vários processos na justiça abertos por entidades feministas.

Uma imagem que poderia ser considerada um bom exemplo dessa mulher é a que o fotógrafo realizou da atriz Sigourney Weaver para a divulgação do filme “Death and the maiden” (“A morte e a donzela”, 1995), publicada na revista Vanity Fair.

Em 1975 foi o responsável pelas imagens da grife Yves Saint Laurent quando o estilista lançou o blazer masculino e o smoking para mulheres. Suas campanhas para a marca já se tornaram marco na história da fotografia (não só de moda), mas representa um dos momentos mais intensos da imagem feminina neste século.

Mas seu trabalho pode ser muito mais complexo do que isso. Vide a foto intitulada “Self-portrait with wife and model” (1981), comparável à obra “As Meninas”, de Velásquez, com uma construção em vários planos distintos e sua metalinguagem.

Em 1999, com a ajuda da sua mulher, Helmut Newton editou o livro “Sumo” (alusão realmente aos lutadores de sumo), pela Taschen, uma obra com 400 fotos, que vem acompanhado de uma mesa de suporte, ao preço de US$ 1.500, e que teve uma tiragem limitada de apenas 10 mil exemplares. Segundo Benedikt Taschen, proprietário da editora, a empresa resolveu acreditar no projeto por acreditar ser necessário fazer “o maior livro para o maior fotógrafo vivo”. Foram necessários três anos de trabalho exaustivo para concluir a obra.

No Brasil, sua influência pôde ser sentida na coleção inverno 2003 do estilista Walter Rodrigues onde a sensualidade de mulheres poderosas em calças de cetim de cintura alta, blusas decotadas e vestidos drapeados com o corpo estruturado passaram pela passarela da São Paulo Fashion Week. O preto é a cor fetiche, seguindo sempre os preceitos da estética de Newton e atribuindo uma nova atitude a esta mulher.

Em suas próprias palavras: “Eu sou superficial, as minhas imagens não são profundas, não sou um fotógrafo engajado, amo tudo que é artificial, belo, divertido. O bom gosto é a anti-moda, a anti-foto, a anti-mulher, o anti-erotismo! A vulgaridade é vida, diversão, desejo de reações extremas”. (Amanda França)

…E OS AVENTUREIROS
























pra mim mesmo